Reticência

16/03/2012

O que me liga é essência
O que me torna

O que me vida é reticência
Me transforma

O que me olvida, me seduz,

Me transtorna,
Liquefaz

16/03/2012


Post Poetry

02/02/2012

Não transforme o seu mural em aterro sanitário, esgoto ou lixão

Faça dele um ponto
De sua própria e outra mutação
Provoque as suas cercanias
Arte, atitude, vera informação

Rio, sim. Por que não?

É fácil curtir, compartilhar, comentar
Estranho e custoso é entender
Que aquilo que hoje aprovar
Pode cair mal pra você

em 02/02/2012


Vivo momento

30/11/2011

Te amo sobremaneira

Te amo inteira

Te amo pelo que vejo

Em nós, desejo, em mim, sossêgo

Te amo pelo encanto

Nos trouxe ao encontro

Te amo pelo tempo

Que vivo momento

30/11/2011

 


Pergunta ao Tempo

20/05/2011

Ah, esse Tempo tão sabedor!

Te vendo de fora, olhando para você, suntuoso, pleno, gigante, maior que todos nós, entendo:

-Você é o Senhor!

E, sim, devemos ser pacientes obedientes de sua história. Mas, me diga uma coisa, Dr., me sentindo assim, pelo avesso de dentro:

-Quantos tempinhos hão de haver para eu entender a trajetória?

20/05/2011


Entre

20/05/2011

E   N   T  R   E    T   (E   N   H   O)   E   M   P   O

18/05/2011


Pipocâncias: A Felicidade

12/05/2011

Felicidade não é nome nem estado de espírito. Felicidade não é porto, não é paragem, nem chegada. Substantivo próprio, a Felicidade é um rumo que devemos perseguir.

12 de maio de 2011


Pipocâncias: Tempo é escolha

26/04/2011

Ninguém decide a vida. Faz escolhas, vive momentos em cada nozinho da sua história. E se são boas escolhas em momentos bem vividos, o tempo se encarrega do resto.

Vivamos bem! Tudo de bom pra todo mundo!

25 de abril de 2011


Pipocâncias: Sobre Fantasia

26/04/2011

Você já vestiu a sua fantasia hoje?

Fantasiar é travestir de satisfação a realidade da nossa imaginação.

26 de abril de 2011


Torpor da dúvida

07/04/2011

Entorpeça a mente
Se não quiser decidir
Adoeça razões
Se for desviar
Permaneça inquieto
Se não for intuir
Consinta o acaso
Se não puder mensurar

Escolhas, meu bem, são formas
Deliciosas de poder se mudar
E qualquer que seja a aposta,

Não se esqueça
Que angústia só vive
Antes que ela aconteça

07 de abril de 2011


O cigarro

07/04/2011

Para cada aflição vivida
Alguns tragos mandados

Para alguns goles absorvidos
Monóxidos deliciados

Para cada tragada insistida
Meus alvéolos estraçalhados

07 de abril de 2011


Sobre a vida

06/04/2011

A vida é como uma caminhada elíptica, abastecida pelos nossos desejos, impulsionada por cada escolha e dirigida por nossas próprias – nem sempre, claras – razões

06 de abril de 2011


Decide ser

04/04/2011

O que será pra escolher?
Não se engane ou se iluda,
Não vai te poder

Olha bem pro descampo
Lá,
No encosto da encosta do céu
Passeia a reposta
Disposta
A reverlar ‘contecer

Decida, não
Descubra
Aquilo que só o deixa-se ir
Vai susurrar pra você

04 de abril de 2011


Silêncio

23/03/2011

O silêncio povoa a mente de quem não ouviu
Uma pergunta, um gesto, um fazer entender
Deveriam ser
Suficientes para dizer:
-Não! -Ok!
-Sim! -Obrigada. -Talvez…

Mas o silêncio
O silêncio rasga
Encharca, maltrata, mastiga
O simples desejo de uma resposta
Nem sempre entendida

O silêncio grita
Intencional, me agita
E vai do um para o outro
Se fazendo de morto

O silêncio não ouve
Mas não ouve, por que?
Aquilo que ninguém soube
Porque é teimoso pra ver

Sempre falará um tanto mais alto
Mais alto que todo barulho
De dentro e de fora
De sobre e de agora

E sobre o que eu bem quiser
Quiser entender

shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhi!

“Escuto o silêncio
Que nasceu de você
Do dito que eu disse
Preferiu se calar
Do viso que visse
Não fez por notar
Que pena, (você) não soube
Ouvir
Não soube (eu)
Entender
O que poderia, não mais poderia dizer”

 

23 de março de 2011


Inteiro Pessoa

18/03/2011

Sê atento para sê grande
Sê grande para sê simples
Sê simples para sê intenso
Sê intenso para sê profundo
Sê profundo pra viver querendo

18 de março de 2011


Vazão

18/03/2011

Se há vazão, flua

ou mude-se!

18 de março de 2011


Conselho furado

15/03/2011

Menina, toma cuidado
Que a carne é danada
E o mundo te escuta

Menina, não desça do muro
Não brinque de apuros
Que a tez é tão fraca

O mundo rodando em moinhos
Também seu quartinho
De em quantos segredos

O tempo também soldadinho
De marcha errante
Que bom!
Te leva ao distante

Menina que brinca no escuro
O sol é seguro
Irradia desejos

Você que namora a lua
Entende do brilho
E do cheiro das ruas

Menina, esqueça o que digo
É conselho furado
Cuidado de amigo

Não há razão para o não se atirar
Se deixa, se vá!
Mergulhar.

Salte!
E se preciso, se rale
Esse é um risco
Que vida te dá

15 de março de 2011


Acordos pra canção

14/03/2011

Em dias de sentimentalidades
A música ecoa
Ritma o compasso da emoção
Provoca evolução
Alcança a criança
Que bagunça
O pulso da circulação

É no toque do tambor
Do atabaque, do agogô
Que a levada da menina música
Sacode a ilusão

Me acordes
Mil acordos pra canção
Me alucina
Me sacode
Me batera sem razão

12 de março de 2011


Sereno dia

12/03/2011

A chuva cai
Mansa
Serena em constante poesia
Interfere nos prazeres do tempo
Chama um-a-um para dentro de si
Transborda melancolia

12 de março de 2011


Vãos de inspiração

18/02/2011

Conte-me histórias
Me invente outras memórias
Pro vazio não crescer

Sente-me na mesa
Desça outra cerveja
Comece a descrever

Me chame para fora
Revele-me segredos
Pra que eu possa te escrever

18 de fevereiro de 2011


Metáfora = meta + fora

18/02/2011

Alvo da fuga

Pra quem quiser entender

 

18 de fevereiro de 2011

 


Ais

18/02/2011

Quantos “ais” serão precisos para o coração inquieto?
Quantos “ais” serão vividos?
Quantos doces planejados sorrisos,
Abafarão a corrosão dos mudos “ais”?

18 de fevereiro de 2011


Sobre passagem

23/07/2010

Não sei ao certo se daqui algo levarei

Mas tenho uma vaga lembrança dos rastros que deixarei

23 de julho de 2010


Coizinha

16/06/2010

Vamos, cozer nosso feijão
Preparar melhor o pão
Pra firmeza perdurar

Vamos, esquentar um pouco d ´água
Camomila e muita calma
Pro grito não berrar

Sim, eu falo mesmo é dessa vida
Que requenta nossos dias
Dorme dor, acorda sã

Venha, não se apóie nessa faca
Afiada tudo mata
Do desejo ao desdém

Canta, mais alegre de manhã
Pro seu sonho te lembrar
E o café não amargar

Lembra, que a noite é criança
Tenha fé, mais esperança
Pro outro renascer

Perfuma, com as ervas mais sagradas
O seu ar, a sua casa
Seu jantar será melhor

Sirva, de sabor a sua mesa
Não espera, põe certeza
Que essa vida valerá

Mais, que os dias já contados
Que os grãos desperdiçados
Sem ninguém pra oferecer

16 de junho de 2010


Mais que dois

15/06/2010

Meu estado é confuso
Só não confundo você
Não te troco por troco
Nem por mais do que é bem mais do que pouco

Somos, sim, mais que duas
Pele, osso, perfume, pescoço
Vales, várzeas, rios, montes
Estrada ponte, vira curva
Conheço bem as suas ruas

Tantos dias, muitas mesas
E mais camas, nossas meias
Tanto mim, tanto tu
Tanto tá, entre nós

Olho envolta, somos mais
Olho em casa, somos tais
Somos ser a se entender
Entre os entres dessas partes
Que se partem por ser mais
Mais que dois será demais?

É gostoso, é bonito
Colorido tudo em cima
Só não posso lhe dizer,
Olha lá, não sei cadê
Aquele frio que subia
Pra espinha amolecer

15 de junho de 2010


Fagulhas para o dia

10/06/2010

Fagulhas para o dia

Indecências, incertezas
Angústia, melancolia

Loucura, devaneios
Livros, sabedoria

Fagulhas para o dia

Crenças, desistências
Força, euforia

Desejos desenhados
Discos, nostalgia

Fagulhas para o dia

Amor ou só delírio
Cama, anatomia

Quereres por demais
Medo, covardia

Fagulhas para o dia

Anseios, analgésicos
Cigarros, cafeteria

Desande, desordem,
Des,

Incêndio, água fria

15 de dezembro de 2009


Daquilo que quase não se percebe

01/06/2010

Os respingos de chuva no vidro da janela
Se interpõem
Entre mim e o que há de mim
No pensamento lá fora

E sim!
Há mais emoção quando percebo
Que mais chove em mim
Do que do lado de lá dela

08 de outubro de 2008


Encontro encanto

17/12/2009

Encontrei um corpo santo e perfumado
De intenção úmida,
Sensação fluida,
Doce, fresca e sensível

Um prazer claro e embalado
Pelo desejo da minha tez mulher
No interior aconchegante
Das placentas paredes
Do íntimo útero dela

30 de novembro de 2004


Sobre.tudo

17/12/2009

Um casaco quente
Que se encaixa no frio
E se enrola na gente

Falar do azul
Pensar sobre o tempo
E esquecer que tem mente

09 de outubro de 2008


Hilda Manoel Hilst de Barros

17/12/2009

(…)

Quero ser passarinha
Olhos no vento
Pouso na seiva

E a tristeza?
Quem sabe soluço do meu canto

Penas?
Só se for de pavão.

novembro de 2000


Fragmentos para entender encontro por partes

17/12/2009

para Vê

Tava por aí curando dor de amor
Dessas que a gente acha que dura pra sempre
Caso que custa a passar
Pessoa quase ideal

Nada disso!

De tanto esperar por esperar amor ser maior
Encontrei um desvio
Num desejo quase promíscuo
Por aquela que conto pros cantos
Ser quase perfeita

28 de janeiro de 2003


Areia

17/12/2009

Andar pela vida
Cruzei
Sentir pelos becos
Entrei
Entrar pelas portas
Voei
Sentar nas calçadas
Cansei

 

20 de abril de 2004


O moço

16/12/2009

Mais um suspiro
Mais um pingo de suor

Indo, o moço,
Encanador de concreto,
Vai

Esmaecido nas vestes
Desvelar-se
Assobiando pipocas

09 de junho de 2007


Passarar

14/12/2009

Eu vou
Pássaros voam

Queria ver do alto
Dar rasantes de súbito

E com o próprio peito
Sentir a força do vento
Sem medo!

algum tempo entre 2008 e 2009


Pontuando

14/12/2009

O que fazer com tanta reticência?

Prever, rever, preencher, lucubrar

Do gole do subentender

Amargar!

14 de dezembro de 2009


Demente

11/12/2009

O tesão rompe suturas
Do amor incapaz

Indecente, rasga
Encharca, descende

Com um assopro ou um arrombo
Arranca-se demente

Senhor Fugaz!

11 de dezembro de 2009


Nesse lá tão fundo

12/11/2009

Vivo no tempo pra correr
Passo lento, mas largo
Curto, mas rápido

Vivo à beira do buraco
E caio!
Nem tão fundo
Eu escapo!

Se me afogo
Sobrevivo
Recomeço
Novo abrigo

Processo metamórfico
e/ou
Ressaca de formol

14 de maio de 2004


IN mim

12/11/2009

O mais longe que vou
É o lugar mais forte
mais fonte
mais mundo
mais fundo
Daqui

12 de novembro de 2009


Homo

20/07/2009

Almamente
Liberto meu corpo
Morro!
Por um segundo
Ressurjo!

Me torno

Corpomente
Repouso!
Só sigo
No vão
Desse intento
Querer

05 de maio de 2006


Trí-logos

20/07/2009

1º de odezembro de 2004


A face medrosa do livro

12/07/2009

.

atualiza-me que te atualizo
siga-me que te sigo
posta-me que te posto
_____________________________

Show me your FACE , open your BOOK

______________________________

encoraja esse mundo
que suplica por outros
e se cria nas frestas

abertas

12 de julho de 2009


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